quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O Don Ruan - Parte 5 (Doutrinando)

Como já disse, não deixo nada solto.
E pra mim não podia terminar assim, ele tinha que entender que não se entrar e sai de uma vida desse jeito.
Apelei pra um dos meus gurus, Pequeno Príncipe.
Comprei um exemplar de bolso, grifei todas as partes principais, escrevi uma dedicatória bem ardida e discreta.
Mandei mensagem, avisei que tinha presente esperando, ele ia viajar então já disse que era pra ele levar na mala.
No dia seguinte vem mensagem, mandei ele me buscar onde eu tava para ir lá em casa pegar o presente.
Foi, desceu do carro, falou oi pras minhas amigas (Gente, quem faz isso não é namorado novo?), e me acompanhou até o carro.
Chegando aqui, não quis entrar (Amém, coerência.).
Vim toda sonsa da colina, entreguei.A primeira reação foi decepção, ele detesta livro, mas ao abrir adorou.Ele sabia que eu amo o Príncipe, se sentiu importante logicamente.
Mandou um beijão pra minha mãe (enfia no cu com todo respeito),e foi embora.
Nenhum feedback.
Como era dia de natal, mandei um feliz natal pois sou dessas.Como resposta, palavras lindas.
Ele leu, amou, associou com a nossa história. Mas só.
Depois de uns dias, vi que uma das frases virou status do seu whats, olha que graça, fazendo o culto com a minha orientação.
E ele viajou, sumiu.
Mas eu dei meu recado, e sei que não passei despercebida na vidinha dele, vou estar sempre ali, dizendo no ouvidinho dele que "O essencial é invisível para os olhos".

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